Exposição Mão Pesada - Milton Machado

20/08/2013 18:23

A exposição terá sua abertura no dia 24 de agosto às 15h na Galeria Nara Roesler em São Paulo, permanecendo no local do dia 26 de agosto a 21 de setembro de 2013.

Embora a produção de Milton Machado seja notadamente multidisciplinar, seu trabalho em desenho é especialmente destacado na presente exposição. O título da mostra é emprestado de uma obra de 1977. Ampliada em vinil adesivo e exibido na vitrine da Galeria Nara Roesler, Mão Pesada é a primeira das obras com que os visitantes tomarão contato.

Em seu trabalho, Milton cria projetos e articula narrativas aparentemente lógicas, mas, de fato, ficcionais e irrealizáveis. Sua qualidade de contador de histórias, frisada pelo crítico Michael Asbury, origina personagens e mundos paralelos obstinadamente conceitualizados e traçados.

O título das obras, bem como o depoimento do artista sobre cada uma delas, é essencial para a compreensão – ou para o desvio de significado de seu trabalho. Esta questão na obra de Milton Machado foi comentada por Luiz Camillo Osório: “até onde o texto determina o que vemos? De que modo o que vemos pode ser visto de outras maneiras depois de lermos o texto?”.

Entre os vídeos selecionados para a exposição estão História do Futuro de 2010 (parte de sua instalação na 29ª Bienal Internacional de São Paulo), Vermelho - 2009 (premiado na mostra Panoramas/Video-Brasil 2010), Edifício Galaxie (sobre a mobilidade) (1994/2002) e Homem Muito Abrangente (2002).

A revista em quadrinhos "A Esperança no Porvir" será relançada na exposição. Em uma de suas historinhas, Milton Machado conta a saga de Pedro José, “respeitável trabalhador do ramo dos investimentos que gostava de samba e que tinha o costume diário de almoçar na Espaguetilândia”. Assim como Pedro José, Milton acabou preso por agentes da repressão da ditadura militar, que o submeteram a inquérito focado no conteúdo da revista. “O que para mim eram ‘árvores", para eles eram "trabalhadores"; Seus "elementos subversivos" eram meus "discos voadores", e não foi possível qualquer conciliação”.

 

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